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Polícia investiga 18 ataques com drones usados por facções criminosas no Rio

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21 de Agosto de 2026 às 15:01
4 min de leitura
Polícia investiga 18 ataques com drones usados por facções criminosas no Rio

Polícia investiga 18 ataques com drones feitos por facções criminosas, no Rio A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga 18 ataques cometidos com drones por facções criminosas. Segundo as investigações, os grupos passaram a investir não apenas no uso dos equipamentos para monitorar territórios, mas também em tecnologias capazes de dificultar o rastreamento e impedir ações de grupos rivais. ENTENDA: Drones com explosivos viram nova arma na disputa entre facções no Rio de Janeiro Imagens feitas pela polícia mostram dezenas de pessoas participando de uma aula sobre como operar drones. Os professores, segundo os investigadores, eram traficantes. A atividade ocorreu em uma comunidade controlada pelo Comando Vermelho. Em diferentes comunidades do Rio, os drones passaram a fazer parte da disputa pelo controle territorial. Os equipamentos são usados para vigiar áreas, identificar a movimentação de grupos rivais e definir o momento de invasões. Em alguns casos, também são utilizados para lançar explosivos contra integrantes de facções adversárias. A tecnologia também passou a ser usada pelos criminosos como forma de defesa. Para evitar o monitoramento e ataques de grupos rivais, traficantes começaram a utilizar equipamentos capazes de identificar a presença de drones e interferir no funcionamento dos aparelhos. Neste mês, a Polícia Militar apreendeu um dispositivo que alerta para a presença de drones sobrevoando determinada região. Em outras operações, agentes encontraram equipamentos antidrones capazes de interromper o sinal utilizado pelos aparelhos. Há ainda dispositivos que, segundo as investigações, conseguem identificar a presença do drone e apontar a localização do piloto. Guerra dos drones: como funcionam os equipamentos usados por criminosos para lançar explosivos no Rio Número de denúncias aumenta Dados do Disque Denúncia mostram o crescimento dos relatos envolvendo drones operados por traficantes e milicianos no estado. O número passou de 86, em 2025, para 287 neste ano. Diante do avanço do uso da tecnologia pelo crime organizado, especialistas defendem medidas para aumentar o controle sobre a comercialização dos equipamentos. A gente vai ter que arrumar um meio de endurecer. A fiscalização é de criar uma rigidez maior para a aquisição desses aparelhos, criar uma forma de registro, como a gente viu com uma determinada série de outros produtos. Governo prometeu sistema antidrones Enquanto o crime organizado amplia o uso dos equipamentos, os processos para a aquisição de tecnologia antidrones pelas forças de segurança enfrentam dificuldades. Há um ano, o governo do Rio anunciou que investiria R$ 27 milhões na compra de 80 equipamentos de um sistema antidrones para as polícias. A licitação, porém, foi cancelada ainda no início do processo. Segundo o governo estadual, a decisão ocorreu após mudanças nas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por fiscalizar e regulamentar os equipamentos comercializados no país. Em operações regulares, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é responsável pela habilitação dos pilotos de drones. Nas áreas dominadas por facções criminosas, no entanto, não existe esse tipo de controle. Para Roberto Uchôa, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o avanço desse tipo de tecnologia evidencia o desafio do poder público para retomar o controle de territórios dominados pelo crime organizado. No primeiro passo, nós temos que combater e investigar a cadeia de suprimentos, como os criminosos estão conseguindo explosivos e granadas. Muito passo também é começar, de certa forma, a monitorar as vendas expressivas desse tipo de equipamento para determinada localidade. Segundo Uchôa, compras em grande quantidade poderiam ser monitoradas para identificar possíveis vínculos com atividades criminosas. Você vai ver uma grande compra de drones, isso foi feito por um comércio, por um comerciante? Foi uma pessoa física? Qual o objetivo disso? O especialista também destaca que já existem tecnologias capazes de interferir na transmissão e no controle dos drones. Segurança Pública diz que haverá reforço A Secretaria de Segurança Pública do Rio afirmou que o combate ao uso de drones pelo crime organizado exige a integração entre diferentes órgãos. Segundo a pasta, o governo federal vai destinar drones e equipamentos antidrones para as forças de segurança do estado. A secretaria informou ainda que, desde 2019, quase 50 mil drones e mais de mil bloqueadores foram retirados do mercado LEIA TAMBÉM: 'A gente vive com muito medo': moradores relatam rotina sob ataques de drones com explosivos em comunidades no Rio Polícia investiga 18 ataques com drones usados por facções criminosas no Rio Reprodução/TV Globo
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